Doutorado Pleno Ciência sem Fronteiras – como se inscrever

Para quem está querendo se inscrever para um dos editais de bolsas do Ciências sem Fronteiras, saiba que a inscrição, embora trabalhosa, é apenas a primeira etapa de uma loooonga jornada atrás de milhões de coisas que precisam ser preparadas antes de partir para o programa de fato. Aqui vou tentar dividir a experiência e explicar com bastantes detalhes o processo, que foi algo que senti muita falta. Vamos lá:

Tudo começa com a escolha do edital que vai participar e a conferência das datas limites para a entrega da documentação. O prazo acaba 23h59 do último dia mencionado no prazo de inscrição, como mostra a tabela.

cronograma ciencia sem fronteiras doutorado

Quanto tempo antes do encerramento das inscrições é preciso para que se faça o que é exigido? Se você não tem nada ainda do seu projeto, vai começar do zero mesmo, aí eu diria que meses. Mas se você, como no nosso caso [digo nosso porque o candidato é o meu namorado, que estava ocupado defendendo o mestrado e deixou todo o processo pra mim], pretende seguir com ideias já trabalhadas no mestrado ou tem a estrutura mais ou menos definida, pode fazer tudo em alguns dias. Aqui nós acabamos em 40 – loucos – dias.

Etapa 1 – Escolha do cronograma, no site oficial do programa. Em geral, são três ou quatro cronogramas descritos no site, com diferentes datas de inscrição, dependendo de quando você quer iniciar os estudos no exterior (veja na tabela). Planeje-se para ter tudo que nos é exigido (veja Etapa 2) em mãos poucos dias antes da data limite da entrega. Deixar para o último dia, na minha visão, é bem arriscado, pois toda a documentação é enviada pelo sistema on-line, e nunca dá pra confiar que ele vai estar estável.

Etapa 2 – Juntar a documentação. Reúna todos os documentos exigidos antes de submeter seu projeto no sistema, pois tudo tem que ir de uma vez só. Leia o edital com muuuita atenção, muitas vezes! Aqui o link direto. O que é exigido nesta primeira etapa:

1 Formulário de proposta on-line – é o formulário do próprio site, preenchido na hora da submissão (portanto, é a última coisa que você vai fazer), que vai pedir pra você detalhes do projeto, inclusive [algo que não fora mencionado e precisei fazer de última hora] resumo e abstract do projeto com até 6 mil caracteres, além de título do trabalho em inglês.

2 Currículo cadastrado na plataforma Lattes – moleza esse 🙂 É a base do Governo para cadastrar pesquisadores. Quem não tem, faz aqui. Caprichem, pois é um quesito bem avaliado na hora da concessão da bolsa. Quando a bolsa foi deferida, junto veio uma justificativa, e grande parte comentava coisas boas contidas no Lattes, inclusive publicações. É chatinho de preencher, mas vale o esforço.

3 Projeto de pesquisa – em breve posto todos os detalhes que precisa ter o arquivo enviado. Por enquanto, vale o aviso de que ele deve estar inserido nas áreas consideradas prioritárias pelo programa e conter 15 páginas.

4 Comprovante de proficiência do idioma do país de destino – a não ser que seja Portugal, como o nosso caso. Não tenho detalhes sobre quais os testes exigidos/aceitos. E mesmo para quem vai a Portugal, recomendo pedir para o orientador ou a instituição declararem claramente nas cartas enviadas que as aulas serão ministradas em português e não é requerida proficiência em nenhum outro idioma.

Agora começa a parte mais suada da documentação, que exige contato com a universidade e o orientador pretendidos:

5 Carta de aceite condicional da universidade – este documento gera muitas dúvidas e realmente é meio estranho pedir que eles mandem tal declaração, por isso eu recomendo que primeiro se fale com o professor orientador e, depois de alguma conversa, peça ajuda para conseguir a carta. Ela é bem simples, em breve posto o exemplo que usamos para conseguir a bolsa.

6 Concordância do orientador com o projeto proposto – aqui é quando rompemos qualquer barreira de escrúpulos que nos resta e pedimos para uma pessoa que nunca vimos na vida que nos oriente durante 4 anos! Acreditem, parece mais difícil do que realmente é. Vou postar logo, logo, direitinho, como fazer o pedido da maneira mais sutil possível hehehe. Para quem não tem orientador pretendido, sugiro entrar no site da universidade e no departamento de destino e olhar currículo por currículo, ou até pedir a ajuda do google juntando na busca nome da universidade + nome do departamento + área da pesquisa/tema de interesse. Foi o que fizemos por aqui, pois o site da universidade não ajudava em nada, super complicado.

Etapa 3 – tudo na mão? inscreva-se! Quando tiver todos os seis documentos (na verdade são cinco, pois o número 1 você preenche na hora, mas recomendo ter o resumo e o abstract já encaminhados antes de abrir a plataforma de submissão), pode se inscrever. Segue o link direto para a inscrição.

Se quiser ver um passo a passo de como fazer sua inscrição no site, veja esta cartilha do CsF. Mesmo sendo de 2014, o processo continua o mesmo, foi bem útil pra gente.

Etapa 4 – a espera. Depois de enviado (não é “salvar”, é “enviar”), você vai receber o comprovante de envio por e-mail (veja a foto) e começam os meses de agonia. Não conte que o CsF será pontual na data de divulgação dos resultados [o nosso atrasou duas semanas], e boa sorte!

email cnpq ciencia sem fronteiras comprovante inscricao submissao projeto doutorado

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