Eleições em Portugal – semelhanças e diferenças com o Brasil

Este domingo, 4 de outubro, ocorrem as eleições legislativas em Portugal, ou seja, o povo vai escolher o novo Primeiro Ministro do país. No dia da votação, vai ser legal sair às ruas e ver a movimentação, mas desde que chegamos, exatamente um mês antes do pleito, já notamos as semelhanças e diferenças com as eleições presidenciais brasileiras.

A primeira coisa que notamos foi não ter sido bombardeados com horário político. Aqui existe o “tempo de antena” em TV e rádio, mas bem mais discreto em termos de tempo e repetições diárias. O tom das propagandas é bem parecido com os brasileiros. Aqui deixo uma amostra aleatória, que me lembrou o horário político:

Já os debates promovidos pelos canais televisivos são iguaizinhos aos brasileiros. Ataque de todos os lados, apresentadores mandando todo mundo se portar bem… uma festa.

Outra coisa parecida: comícios pelas ruas e panfletagem. Há bastante e alguns comícios causaram um verdadeiro caos no trânsito da cidade, interrompendo ruas.  Não se vê, no entanto, muitas propagandas pelas ruas, postes, placas, etc. Existe, mas não muito e não causam sujeira (veremos no dia da votação…).

Boca de urna e intenção de voto também tem! Aqui muitas vezes são referidos como os “inquéritos”. Hoje mesmo, 29 de setembro, os noticiários mostram que o atual Primeiro Ministro abriu a maior vantagem perante seu concorrente até agora, como pode ser lido nesta matéria do Público.

Por enquanto são essas as percepções iniciais, mas domingo será um dia bem interessante para acompanhar por aqui. Em tempo: o voto em Portugal não é obrigatório desde 1933 e podem ir às urnas os maiores de 18 anos.

Usar o cartão do bolsista Ciência sem Fronteiras em Portugal – onde é aceito?

O cartão do programa Ciência sem Fronteiras é da bandeira Mastercard e funciona com recargas, no mesmo esquema dos travel money, ou seja, pré-pago (você tem que carregar antes de usar, a cobrança é feita no ato da compra). O sistema do Banco do Brasil de acompanhamento do cartão, fatura eletrônica e transferências on-line é bem organizado e claro, o link é este.

Usando o cartão direto no estabelecimento em que você fez a compra/consumo, não se paga nenhum tipo de taxa, mas também não é tão fácil o aceitarem por aqui. Inúmeras vezes ouvimos dos comerciantes: desculpe, somente cartão português… Mas de maneira geral, lojas e supermercados aceitam sem problemas, a encrenca maior é em restaurante.

Para essas ocasiões, é preciso ter o dinheiro na mão, sacando com o cartão em qualquer terminal por aqui, os famosos multibanco. Segundo o informativo do BB, o limite diário para retirada de dinheiro é de 500 dólares por dia (sim, tudo é em dólar neste cartão). Não testei ainda, mas em cada saque só é permitido tirar (ou, em português, “levantar”) 200 euros – estou em busca de algum multibanco que permita mais 😛 isso porque cada retirada, independente do valor, paga uma taxa de 2 dólares ao BB, o que está saindo cerca de 1,80 euro em setembro de 2015. **

A saída mais viável parece ser abrir uma conta em seu país de destino – aqui em Portugal as contas universitárias em geral não cobram taxa para nada, nem de manutenção, então vale a pena – e transferir uma boa quantia do BB para esta conta de uma só vez. Ainda não testei esse método, mas pretendo em breve. Isso porque a taxa de transferência é de 5 dólares, mas a quantia permitida – 2 mil dólares – é muito superior aos 200 da retirada, acaba valendo a pena.

De um modo geral, o cartão funciona super bem. E pode ser recarregado por terceiros, se alguém quiser enviar dinheiro ao bolsista, sem taxas extra 🙂

 

** ATUALIZAÇÃO FEV/16: a partir deste mês, é cobrado também 1% em cima do valor sacado. Veja as informações aqui.