Rota e castelos templários em Portugal – Almourol e Tomar

A península ibérica está cheia de vestígios templários e, em Portugal, a maioria está concentrada no centro do país. Meu conhecimento leigo me diz que existem seis castelos reconhecidos como templários na região:

  • Captura de Tela 2015-11-05 às 16.52.09Castelo de Palmela (Setúbal)
  • Castelo de Santa Maria da Feira (Aveiro)
  • Castelo de Pombal (Leiria)
  • Castelo de Soura (Coimbra)
  • Castelo de Almourol (Vila Nova da Barquinha)
  • Castelo de Tomar (Tomar)

Neste fim de semana fomos aos dois últimos, em uma viagem que dura cerca de duas horas desde o Porto, em autocarro. Para quem for de automóvel deve ser um pouco mais rápido e há muuuito lugar de estacionamento nos dois castelos. Primeira parada: Vila Nova da Barquinha. Não sei se conhecemos toda a vila, mas ao menos a região do castelo era bastante pequena. Chega-se à beira do Tejo (que ainda está pequenino) e apanha-se a tal barquinha para chegar ao castelo, que está em uma ilhota no meio do rio. Super legal!

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A viagem é curtinha, uns 15 minutos, e a portuguesa que guia o barco é uma figura. O dia não estava lindo, até com uma carinha de chuva, mas isso não atrapalhou o passeio. No entanto, em caso de chuva, eu desaconselho ir ao castelo, pois ele é todo aberto (não é o caso de Tomar, em que estava chovendo e não atrapalhou, por ter muitas áreas fechadas).

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O castelo de Almourol foi [re]construído por volta de 1170 pela ordem de Gualdim Pais, após a reconquista cristã da península. No local já havia uma fortaleza romana, feita, por sua vez, sobre uma fortaleza fenícia, chamadas à epoca de Almorolan. Juntamente com os castelos de Tomar, do Zêzere e da Cardiga formava a linha defensiva do Rio Tejo. Depois de extinta a Ordem dos Templários e terminada a necessidade de defesa do território, ficou abandonado.

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Informações sobre os passeios de barco até o castelo aqui.

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Fortaleza de Tomar – as fotos deste post são minhas

Uma hora adiante na estrada, chega-se à fortaleza de Tomar, de 1160, também fundada por D. Gualdim Pais. Foi apoio estratégico do avanço cristão para o Sul e sede da Ordem do Templo. No lugar já havia estruturas de um núcleo populacional islâmico dos séculos IX a XII.

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Talvez por isso a construção tenha estruturas inéditas em Portugal até então, importadas do Oriente Médio, como a base da muralha em forma de rampa, para impedir a chegada de máquinas de assalto.

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No castelo propriamente dito não se entra (anda-se pelo interior da muralha), mas ao lado está o Convento de Cristo, que adorei visitar. Este é o nome pelo qual é  conhecido todo o conjunto constituído pelo Castelo Templário de Tomar, o convento da Ordem de Cristo (da época do Renascimento), a cerca conventual, hoje conhecida por Mata dos Sete Montes, a Ermida da Imaculada Conceição e o aqueduto conventual, também conhecido por Aqueduto dos Pegões (tem 6 km!). O castelo teve a sua fundação em 1160 e compreendia a vila murada, o terreiro e a casa militar.

DSC_4987Em 1420, com o castelo então sede da Ordem de Cristo, o Infante D. Henrique, o Navegador, transforma a casa militar num convento e adapta a Alcáçova para sua casa senhorial. A partir de 1531, com a reforma da Ordem de Cristo, por D. João III, vai ser construído o grandioso convento do renascimento, que hoje é patrimônio histórico da humanidade!

A entrada é cobrada, mas todo primeiro domingo do mês é gratuita para todo mundo – foi quando fomos 🙂 Informações sobre a visita aqui.

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