Renovar autorização de residência no SEF – regras novas!

Há alguns dias fui no SEF renovar minha residência MAIS UMA VEZ… e espero que tenha sido a última para o período do doutoramento 🙂 Vou relembrar nossa saga pelo SEF em três anos de residência em Portugal, e você julga se é razoável:

Quando chegamos, o marido foi trocar o visto de doutorando dele por uma autorização de residência nos primeiros 120 dias da chegada. Assim que chegou a residência dele em casa, eu fui fazer o meu reagrupamento. Um ano depois (a data de vencimento do reagrupamento é a mesma da residência da pessoa que reagrupa, no caso o marido, OU SEJA, poucos meses depois de pedir o reagrupamento pela primeira vez você já tem que ir trocar… alguém me diz que isso faz sentido?) fomos renovar a primeira vez. Dois anos depois, há poucos dias, renovamos a segunda vez. E daqui a dois anos, se fosse o caso, voltaríamos para renovar.

É mole??? Quatro idas ao SEF em três anos! Isso que temos desde o início a carta do CNPq afirmando que financia todo o período de doutorado… Alguém se surpreende que as filas sejam intermináveis por lá?

AGORA SIM COMEÇANDO O POST…

Fomos renovar a residência e já percebemos que muitas coisas foram facilitadas. O SEF agora tem algumas novas leis que agilizam as coisas, você pode ler tudo certinho aqui. Tem facilidades também na hora de se pedir o visto no Brasil, mas não conheço e prefiro não entrar em detalhes.

No nosso caso, no SEF, vou elencar as coisas que foram facilitadas em relação às três idas anteriores. Documentos que já foram apresentados em seu original e não tem vencimento não precisaram ser reapresentados, como pediam antes:

  • As certidões de nascimento e a de união estável (ou a certidão de casamento, se for o caso – aí não precisa a de nascimento);
  • Os números de utente;
  • Os NIFs.

Basicamente o que pediram foi o contrato de trabalho atualizado, uma carta da faculdade ou do orientador do doutorando e um comprovativo da morada atualizado. Levamos também um extrato bancário simples (no caso do banco BB Américas, que é onde entra a bolsa do Ciência sem Fronteiras) e ficaram com ele, impresso em casa mesmo. Outra coisa que mudou (ou no dia houve algum problema): não aceitaram pagamento com cartão. O processo de renovação subiu um pouquinho de preço em relação à ultima vez, e ficou em 70 e tantos euros para os dois.

Ainda tem que preencher o papel com os dados, que pode ser impresso no site do SEF ou pega lá mesmo na hora da triagem, é rápido, e no caso do reagrupamento, o titular tem que preencher outro se responsabilizando pelo reagrupado, jogo rápido também. Foto e digitais também são refeitas. Achei que foi mais rápido do que das outras vezes – uma hora do momento em que tiramos a primeira senha (triagem) até sair com tudo feito. Só falta agora haver espaço e cadeiras para que todos possam aguardar tranquilos, porque o espaço do SEF no Porto é simplesmente vergonhoso.

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Fila por doutorado na Universidade de Coimbra irrita alunos brasileiros

Um assunto muito sério tratado na Folha de S. Paulo! Se for verdade, pra mim é um escândalo… Primeiramente, achei o título do texto terrível: a fila não é pelo doutorado (tipo, estou aguardando uma vaga para entrar), e sim para defende a tese! Aqui nas universidades portuguesas que frequentamos já nos alertaram que, entre a entrega da tese e a apresentação da banca, são pelo menos 90-120 dias – bem mais do que estávamos habituados na UFSC, por exemplo -, mas fomos bem avisados sobre isso, então tranquilo.

Agora, leiam a matéria neste link. Anos de espera! A desculpa do entrevistado sobre a demora nos agendamentos não me convenceu. Se os trabalhos estão com má qualidade, cadê os orientadores que permitiram sua entrega?

Impressões sobre isso? Compartilhem 🙂